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Quando pensamos no ministério de Yehoshua, normalmente lembramos das multidões que O seguiam.
Centenas de pessoas reuniam-se para ouvir Seus ensinos.
Outras tantas eram curadas.
Milagres despertavam admiração por onde Ele passava.
Mas existe um detalhe que, muitas vezes, passa despercebido.
Apesar de falar às multidões, Yehoshua dedicou a maior parte do Seu tempo a um pequeno grupo de discípulos.
Essa decisão não foi casual.
Ela revela algo essencial sobre a maneira como o Reino de Elohim transforma o mundo.
O método de Yehoshua
Se o objetivo fosse apenas alcançar o maior número possível de pessoas, talvez o caminho mais lógico fosse permanecer diante das multidões.
No entanto, os Evangelhos mostram outra realidade.
Yehoshua caminhava diariamente com Seus discípulos.
Conversava com eles.
Respondia suas perguntas.
Corrigia seus erros.
Explicava as parábolas em particular.
Orava com eles.
Compartilhava a vida.
Essa convivência era parte do processo de formação.
O discipulado nunca foi apenas transmissão de informações.
Foi transformação por meio da convivência.
Um padrão que vem desde o Tanach
Esse método não começou com Yehoshua.
Ao longo das Escrituras encontramos o mesmo princípio.
Moshe caminhou durante anos com Yehoshua Bin Nun.
Eliyahu formou Elisha.
A Torá orientava que seus ensinos fossem transmitidos dentro da vida cotidiana, nas conversas familiares e durante o caminho.
O Eterno sempre escolheu formar pessoas antes de confiar grandes responsabilidades.
Essa continuidade mostra que Yehoshua não criou um novo modelo.
Ele viveu plenamente o modelo já estabelecido pelo próprio Eterno.
Antes da missão, a formação
Os Evangelhos registram que Yehoshua chamou os Doze para estarem com Ele.
Somente depois os enviou.
Essa ordem é muito significativa.
Vivemos em uma cultura que valoriza resultados imediatos.
Queremos aprender rapidamente.
Ensinar rapidamente.
Produzir rapidamente.
Mas o Reino segue outro ritmo.
Primeiro vem a formação.
Depois, a missão.
Porque ninguém consegue transmitir aquilo que ainda não faz parte da própria vida.
O objetivo nunca foi criar admiradores
Existe outra diferença importante.
Yehoshua não procurava admiradores.
Também não buscava apenas pessoas capazes de repetir Seus ensinos.
Seu objetivo era formar homens e mulheres cujo caráter refletisse o Seu próprio caráter.
No contexto judaico do primeiro século, um talmid desejava tornar-se semelhante ao seu rav.
Não apenas conhecer suas palavras.
Mas aprender sua maneira de viver.
Essa perspectiva transforma completamente o significado do discipulado.
O Reino continua crescendo da mesma maneira
Ao final do Seu ministério terreno, Yehoshua não ordenou aos discípulos que simplesmente reunissem seguidores.
Sua missão foi formar novos discípulos.
Esse detalhe é essencial.
O Reino cresce quando vidas transformadas caminham ao lado de outras vidas.
Assim, o discipulado torna-se uma corrente que atravessa as gerações.
Cada discípulo amadurece para ajudar outros a caminharem também.
Foi assim no primeiro século.
E continua sendo assim hoje.
O desafio para cada um de nós
Talvez a pergunta mais importante não seja:
“Eu frequento uma comunidade de fé?”
Nem:
“Eu conheço bastante a Bíblia?”
A pergunta das Escrituras é outra.
“Estou sendo formado à imagem do Mashiach?”
Esse é o propósito do discipulado.
Não apenas transmitir conhecimento.
Mas permitir que o caráter de Yehoshua seja formado em nós.
Quanto mais caminhamos com o Mestre, mais nossa vida passa a refletir Sua maneira de amar, servir, perdoar e obedecer ao Eterno.
Continue sua caminhada
Este artigo apresenta apenas um panorama sobre o propósito do discipulado nas Escrituras.
No Ambiente de Crescimento da AYIN, aprofundamos esse tema examinando cuidadosamente o contexto judaico do primeiro século, a relação entre rav e talmid, as passagens do Tanach e do KeTeR e o método utilizado por Yehoshua para formar discípulos que transformariam o mundo.
Se você deseja compreender o discipulado conforme as próprias Escrituras o apresentam, convidamos você a continuar na Jornada Conhecendo o Mashiach, onde cada encontro amplia essa investigação de forma progressiva, exegética e fiel ao contexto original da revelação bíblica.

